22 Novembro 2009

Irmãos cara de bunda

Liam e Noel Gallagher

20 Novembro 2009

Caricatura da Amy

Feita por Udokay


Fiz essa caricatura da Amy Winehouse da maneira que ela merece: Bonita!
Porque parece que as pessoas preferem enaltecer apenas suas fases feias. Já dizia Thomas Hobbes: "O homem é o lobo do homem".

31 Outubro 2009

Doentes Do Amor




Bem, esse rafe eu fiz para a banda do meu Avatar Pompeu (risos), o Doentes Do Amor. O myspace dos caras é: www.myspace.com/doentesdoamorr
Segundo o Avatar Pompeu é com dois "r" mesmo!

19 Outubro 2009

Humor Macabro

Por: Udokay


Só podia jurar

João Estrela era um sujeito honesto, metódico, avarento e cauteloso. Um nicho de adjetivos que classificam um verdadeiro chato e, João Estrela podia jurar que sabia disso, mas se sabia, não contava para ninguém.

Como acontecia todas as noites, depois do expediente, João Estrela estava parado no ponto de ônibus. O turno na fábrica sempre terminava beirando meia noite. Ele avista sua condução cortando a neblina densa de uma noite anormalmente gelada e estende o braço para o coletivo. Como acontecia todas as noites, João Estrela entrou mecanicamente, pagou o cobrador mecanicamente e sentou-se ao lado de uma pessoa sem lhe dirigir um olhar ou palavra, como sempre nunca fez.

Só depois de alguns minutos curtindo sua silenciosa viagem, notou um odor terrível. Olhou para o lado e percebeu que o mau cheiro vinha do homem sentado ao seu lado e, João Estrela podia jurar que era fundum de pena queimada. João apenas levantou-se sem ser muito discreto, encontrou uma poltrona ao lado de uma moça que não parecia feder. Como a viagem daquela noite lhe pareceu mais comprida que a das noites anteriores, João Estrela podia jurar que algo estava errado. Fez, então, algo inédito para si e prestou atenção nos passageiros. De repente notou um mundo novo ao seu redor. Em especial o ônibus, era um veículo antiquado, barulhento e sacolejava miseravelmente. João Estrela riu consigo mesmo ante essa peculiar observação. A moça sentada a seu lado o olhou de esguelha, mas manteve-se calada.

João Estrela podia jurar que a moça ao seu lado era Carrie com seu vestido ensangüentado do baile de primavera fracassado, o odor metálico do sangue impregnado em seu vestido tornou-se perceptível e João Estrela levantou-se sem cerimônias, sentou-se ao lado de um homem que não fedia a sangue de porco. João Estrela podia jurar que o homem era o tal cavaleiro sem cabeça ao qual conhecia dos livros e pode ter certeza quando olhou sem cerimônias para seu corpo descabeçado. O cavaleiro lhe acenou com a mão esquerda e voltou a olhar através de sua janela. João Estrela riu consigo mesmo mais uma vez e o cavaleiro sem cabeça girou o corpo em sua direção para prestar atenção na risada particular de João que, sem jeito, se levantou e sentou-se ao lado de outro passageiro esquisito.

Nova surpresa, pois o elemento era Jason, sim, o vilão que já foi enterrado vivo, esquartejado, posto na forca, envenenado e por aí vai. Porém, estava bem ali, ao lado de João Estrela naquele exato momento. Ele podia jurar estar louco, ao menos após esta visão do psicopata mais insano do cinema meia-boca. João Estrela deu meia volta e desta vez escolheu ficar em pé, para não correr o risco de sentar ao lado de outra aberração do além. João Estrela podia jurar ter ouvido latidos atrás de si e, ao virar-se na direção do som canino, viu Lassie, a cadela do seriado americano de mil novecentos e bolinha. A cadela simpática abanou a calda cheia de pelos longos e ignorou maiores contatos.

João Estrela estava abismado. Não se lembrava de tamanha loucura durante suas viagens adestradas de ônibus. Fazia mais de quarenta anos que trabalhava na mesma fábrica e tomava a mesma condução, sempre com o olhar ao chão, sempre retraído, sempre daquele jeito caladão. Foi aí que uma voz até bondosa convidou-o a sentar ao seu lado. Hesitante e abestalhado com o coletivo macabro, aceitou o convite apenas para se recompor, mas cogitava fazer o resto da viagem em pé. Após algum tempo, a nova figura lhe dirige a palavra em um sotaque estrangeiro:

“Minha senhor, já pensou na possibilidade de estar morto?”

João Estrela ficou boquiaberto e apenas olhou esbugalhado para o senhor barbudo e grisalho ao seu lado. Então, o estranho finalizou:

“Não se assuste! Eu posso falar com convicção, afinal, sou o pai da psicanálise.”



30 Setembro 2009

Rafe by Udokay

01 Setembro 2009

Rafes by Udokay


15 Agosto 2009

Joe Lynn Turner (Bolshoi Pub)



Por: Carlos Pompeu

Noite de quinta-feira, dia 23 de julho de 2009... Tudo aconteceu no Bolshoi Pub em Goiânia. Por ocasião do show de Joe Lynn Turner que estava sendo acompanhado por uma super banda composta pelo baterista Gary King (Inglaterra), o baixista Andy Robbins (EUA), além dos guitarristas Beto Peres (DF) e Andrés Montoya (EUA) e pelo tecladista brasiliense Marssal.

Antes deles, subiram ao palco Sunroad, banda do baterista Mika e esquentou o público tocando uma versão de "Rock You Like a Hurricane" dos Scorpions. Era um presságio de que a noite prometia ainda muito Hard Rock.

Logo encontrei entre a platéia, o baterista João Luis Bufaiçal, que no dia 02 de agosto esteve no Esconderijo fazendo seu tributo ao RPM. Ao seu lado estava o guitarrista Danilo Mafra e o vocalista Cleibson Queiroz. No intervalo, regado a Heineken e Gold encontrei outro guitarrista, no caso, Erick Bandeira. Ele conversava com o baterista Gustavo Badauy e ostentava uma camiseta do AC/DC. Ainda conversei com Evandro Putz, guitarrista do Casa Bizantina.

O ex-vocalista de Rainbow e do Deep Purple é um cara fora de série! Um sujeito extremamente simpático, acessível e gentil com aqueles que pediam sua atenção. Isto ficou mais claro no dia anterior, na Harmonia Musical, quando Joe Lynn Turner autografou discos, CDs, até papéis impressos de sua página no myspace e também, sempre sorridente, posou para fotos.

A simpatia não é apenas uma qualidade de JLT, mas de toda sua banda que a evidenciou em um workshop realizado no sábado anterior no Bolshoi Pub. Gary King deu algumas dicas e tocou, na bateria, sua versão nova e trechos originais dos arranjos de algumas músicas que seriam apresentadas posteriormente. Assim como Andy que me deu dicas e técnicas de mão direita na condução do baixo, como por exemplo, o momento de se usar uma palheta (“pick”), os dedos ("fingers") ou o slap. Segundo Andy Robbins isto depende da dinâmica da música. Enfim, uma dica importante para todo baixista.

Os primeiros acordes de "Highway Star" deram início a performance de Joe Lynn Turner em Goiânia. Na sequência uma canção do primeiro álbum de Joe no Rainbow, a antológica "I Surrender", muitas pessoas acompanharam a canção, uma execução impecável e assim seguiu a apresentação. No palco, JLT abençoou os fanáticos pelo bom e velho rock and roll, com sua potência vocal e sensibilidade musical, alternado peso e melodia. Ao meu lado, eufórico, estava Luis Maldonalle, conceituado guitarrista da cidade, conferindo as palhetadas de Beto Peres que encarnou com personalidade e técnica a guitarra mágica de Ritchie Blackmore. Tocaram também "Stone Cold", e reza a lenda que Joe compôs para sua ex-esposa durante uma difícil etapa da separação.

Não havia tempo para respirar. Vale ressaltar a performance de Gary King, um baterista de mão cheia, firme e seguro na pulsação, juntamente com o Andy Robbins e Montoya, no ritmo que era revestido com a sofisticação dos teclados de Marssal. O baterista inglês, que já tocou com Paul Mccartney, inovou na condução do tradicional Hard Rock. Na platéia a felicidade invadia a alma como também ocorreu com a produtora Rafaela Arantes e também de Hortência, professora de Arquitetura da UEG. A alegria também contagiava o andar de cima , onde estavam presentes Katú, guitarrista dos Mechanics, e Yuri de Porco da BDP. Enfim, o público literalmente foi ao delírio com a versão de "Smoke On The Water", um clássico “Purple”. Assim, como vibrou muito em "Hush". A noite com "Perfect Strangers".

Na platéia , ao final da histórica apresentação, encontrei um dos maiores e mais conceituados guitarristas que já tive a oportunidade de conhecer, refiro-me à Emídio Queiroz que aprovou o epertório apresentado por Joe Lynn Turner e sua banda, naquela noite de quinta (invadindo) a madrugada de sexta. Sem dúvida foi um evento que mereceu aplausos pela organização e qualidade musical. A platéia delirou com JLT. Enfim, posso definir o espetáculo como sensástico, ou seja, a soma da associação de sensacional com fantástico.



Para ler a matéria com imagens, links e outros recursos,
use a URL http://whiplash.net/materias/shows_users/093748-joelynnturner.html .